01 janeiro 2026

A ORIGEM DA NOSSA ESCRAVIDÃO ESPIRITUAL

O vídeo do YouTube "A Verdade Chocante Sobre Javé e a Criação dos Espíritos", do canal Mago da Abundância, apresenta uma perspectiva crítica e metafísica sobre a origem da alma humana, a função dos espíritos na Terra e o papel da figura bíblica de Javé.

Aqui está um resumo estruturado dos principais temas abordados:

1. Javé e a Estrutura da Matrix
O vídeo propõe que Javé não é o criador supremo de todos os espíritos, mas sim o arquiteto de dois universos específicos (ou uma "Matrix"). Ele teria criado a parte "grosseira" da realidade e os corpos físicos, mas esses corpos só ganham vida quando são animados pela energia de espíritos que vêm de fora dessa criação.

2. A Origem e a Queda dos Espíritos
A narrativa sugere que seres que viviam originalmente em um "paraíso" caíram em uma realidade inferior. Nesse processo, esses seres se "despedaçaram" e perderam a noção de quem eram. Para organizar essa realidade caótica, o paraíso teria criado "espíritos simples e ignorantes" para realizar o "trabalho sujo" de manter a vida estruturada nos universos de Javé.

3. A Evolução das Mônadas e a Identidade Humana
Os espíritos teriam começado como mônadas simples, evoluindo através de diversos reinos (mineral, vegetal, animal) ao longo de milhões de anos. A autoidentificação e a noção de "ser alguém" só ocorreriam no estágio humano, quando o ser recebe um nome e passa a pensar de forma individualizada.

4. Crítica à Programação de Encarnações
O palestrante expressa indignação com o fato de os espíritos continuarem a programar encarnações humanas que parecem destinadas ao sofrimento ("vidas que não têm como dar certo"). Ele questiona por que os espíritos aceitam manter esse sistema de "expiação e provas", citando que eles alegam "não ter outra opção" por estarem infectados pela própria podridão do sistema que ajudam a sustentar.

5. Limitações do Espiritismo e das Épocas
O vídeo argumenta que as revelações espirituais (como a codificação de Allan Kardec no século XIX) são limitadas pelo entendimento de cada época. Ele menciona o otimismo exagerado do final do século XIX para exemplificar como a mentalidade humana pode ser limitada e como as religiões tradicionais muitas vezes repetem ensinamentos para manter o controle sobre os fiéis.

6. A "Revelação Cósmica" e a Postura Adulta
O objetivo final do vídeo é convidar o espectador a uma "revelação cósmica" que exige reflexão crítica e questionamento, em oposição à obediência cega das religiões. O palestrante incentiva as pessoas a colecionarem "ponderações e incertezas" em vez de buscarem certezas absolutas impostas por dogmas.




18 agosto 2025

O DEUS IMPERFEITO


O livro O Drama Terreno de Javé, de Jan Val Ellam, declara:
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    O Senhor Javé e as hostes que lhe são fiéis, associados aos anjos clones já despertos e que trabalharam neste sentido, desde todo o sempre, procuravam “gerar” um protótipo corporal, a partir do DNA do criador, que lhes pudesse servir de ferramenta evolutiva. O detalhe é que, os “anjos conspiradores despertos” sempre souberam que essas “ferramentas” seriam utilizadas por eles também, no sentido de assim ajudarem o Senhor Javé a evoluir. Isso, porque, a ligação vibratória existente entre os anjos clones e o criador não permite esse tipo de influência por força do “jogo genético” dos “corpos robotizados”.
    Já havia sido tentado de tudo, em diversos mundos, desde que os seres evolutivos começaram a ser a “única opção” para o criador, pois os seres que haviam herdado o seu DNA puro, por meio da clonagem por ele promovida ao longo dos seus primeiros tempos, somente pioraram a situação universal, a deles próprios e a do próprio criador. São poucas as exceções a essa regra!

Esse trecho é bem simbólico e mistura conceitos espirituais, míticos e até científicos (como DNA e clonagem) para propor uma cosmologia própria. Vamos destrinchar as ideias principais e o que elas podem significar dentro dessa visão:

1. Javé e os Anjos Clones
  • O autor apresenta Javé como uma espécie de “criador”, mas não absoluto (não é o Deus tradicional da teologia cristã).

  • Os “Anjos Clones” seriam entidades geradas a partir do DNA ou da essência vibratória do próprio Javé.

  • Esses clones são, portanto, projeções dele mesmo, que carregam suas características, mas sem autonomia real, já que vibratoriamente estão presos ao criador.

👉 Aqui o autor usa a palavra clone para sugerir que esses seres não são originais, mas replicações.

2. A tentativa de criar um protótipo corporal
  • Javé e suas hostes tentam desenvolver corpos físicos (chamados “ferramentas evolutivas”) baseados em seu DNA.

  • A ideia é que esses corpos serviriam como instrumentos de evolução, permitindo que seres espirituais pudessem experimentar realidades materiais, ganhar aprendizado e gerar avanço ao criador.

👉 É como se Javé buscasse um “laboratório biológico” onde pudesse evoluir indiretamente através das experiências de suas criações.

3. Os anjos conspiradores despertos
  • Dentro da narrativa, nem todos os anjos clones se mantêm submissos. Alguns “despertam” e percebem que também podem se beneficiar da criação desses corpos físicos.

  • Eles veem nesses “robôs biológicos” (os corpos humanos ou humanoides) uma chance de evoluir de forma independente, algo que não poderiam fazer enquanto presos vibratoriamente ao criador.

👉 É uma espécie de “rebelião criativa”: usar a criação de Javé para buscar a própria evolução.

4. O fracasso das tentativas anteriores
  • O livro afirma que Javé já havia tentado em outros mundos esse mesmo projeto: gerar seres evolutivos que pudessem ajudá-lo.

  • O problema é que quando ele clonava diretamente seu DNA em seres (anjos ou equivalentes), isso resultava em desastres: em vez de contribuir para a harmonia do universo, esses seres acabavam amplificando os problemas — tanto deles próprios quanto do próprio Javé.

  • Apenas em raras exceções esses experimentos deram certo.

👉 A crítica implícita é que uma criação baseada apenas na cópia do criador (sem autonomia, sem diversidade) não gera verdadeira evolução, mas estagnação ou até degeneração.

5. Síntese interpretativa

O que Jan Val Ellam está tentando transmitir é que:

  • Javé não seria um Deus perfeito, mas um ser em evolução que busca se aprimorar através de suas criações.

  • Os corpos materiais (como os humanos) são vistos como ferramentas de evolução tanto para Javé quanto para os anjos que se rebelaram ou despertaram.

  • A clonagem direta da essência do criador (sem liberdade ou diversidade) é falha, pois gera apenas cópias problemáticas de si mesmo.

  • Só a experiência encarnatória em corpos biológicos, com liberdade de escolha, poderia produzir uma verdadeira evolução espiritual.


👉 Em resumo: o texto apresenta uma cosmologia alternativa em que o “Deus Javé” não é onipotente nem perfeito, mas um ser em busca de evolução, e nós (ou seres biológicos como nós) seríamos os instrumentos criados para essa finalidade — e também para que outros seres (anjos) possam evoluir junto.

Quem é o DEMIURGO?






03 julho 2025

CORTEZ THE KILLER (Neil Young)

Lançada em 1975 no álbum Zuma, a música “Cortez the Killer”, de Neil Young (com participação de sua banda Crazy Horse), é uma poderosa mistura de lirismo poético, crítica histórica e paisagens sonoras melancólicas. Com mais de sete minutos, a canção intercala longos trechos instrumentais com letras que abordam a chegada do conquistador espanhol Hernán Cortés ao Império Asteca.


Tema e Contexto Histórico

O título da música já sugere seu centro narrativo: Hernán Cortés, conquistador espanhol que, no século XVI, liderou a invasão do território asteca no atual México. A letra de Neil Young, no entanto, subverte a perspectiva tradicional eurocêntrica e retrata Cortés como um destruidor de uma civilização próspera, espiritual e integrada à natureza:
“He came dancing across the water / With his galleons and guns”
O contraste é claro: de um lado, uma cultura indígena idílica e quase mítica; do outro, um invasor violento e insensível, motivado por ganância e dominação. Neil Young não busca fidelidade histórica absoluta, mas sim evocar a brutalidade da conquista colonial e seu impacto devastador sobre povos originários.

Construção Poética e Imaginário Romântico

A canção retrata os astecas de forma idealizada, quase como uma civilização utópica:
“And his subjects gathered 'round him / Like leaves around a tree”
Essa idealização é deliberada. Neil Young está menos interessado em documentar a história e mais em denunciar, com lirismo, a perda de algo precioso. A cultura indígena é retratada como profundamente espiritual e harmoniosa, contrastando com o materialismo e a violência europeus.

A Dimensão Pessoal e Emocional

Na segunda metade da música, há uma transição sutil da crítica histórica para um lamento mais pessoal e amoroso. A figura feminina introduzida (às vezes interpretada como uma metáfora para a terra perdida ou para um amor destruído) dá à canção uma ambiguidade emocional e uma profundidade intimista.
“And I know she's living there / And she loves me to this day”
Essa mudança de foco amplia o sentido da música, sugerindo que a destruição causada por Cortés é também uma metáfora para perdas mais íntimas — pessoais, espirituais, culturais.

A Música em Si

Musicalmente, “Cortez the Killer” é uma peça atmosférica, conduzida por riffs de guitarra lentos e arrastados, com solos extensos e melancólicos que criam uma sensação de lamento contínuo. A voz lânguida de Neil Young reforça esse tom. A estrutura da música, com longos interlúdios instrumentais, permite que a emoção seja transmitida tanto pela letra quanto pelo som — um exemplo de storytelling musical onde a guitarra “fala” tanto quanto o vocal.

Censura e Subversão

Curiosamente, a música foi temporariamente banida na Espanha durante a ditadura franquista, o que reforça sua carga crítica e subversiva. Falar negativamente de Cortés — símbolo do "orgulho imperial espanhol" — era visto como um ataque ao nacionalismo.

Interpretações e Legado

“Cortez the Killer” é frequentemente interpretada como uma crítica ao colonialismo, uma meditação sobre a perda e um tributo à cultura indígena. Também é um dos exemplos mais notáveis de como a música rock pode tratar de temas históricos e políticos com profundidade emocional.
Artistas como Dave Matthews e Built to Spill já fizeram covers da música, reconhecendo seu impacto duradouro tanto musical quanto tematicamente.

Conclusão

“Cortez the Killer” é mais que uma canção sobre a conquista espanhola — é uma elegia àquilo que é destruído pelo poder e pela ganância. Neil Young, com sua combinação de poesia lírica e solos de guitarra hipnóticos, nos convida a refletir sobre as cicatrizes deixadas pela história e sobre as perdas — coletivas ou pessoais — que moldam nossa experiência humana.

LETRA

He came dancing across the water
With his galleons and guns
Looking for the new world
And the palace in the sun

On the shore lay Montezuma
With his coca leaves and pearls
In his halls, he often wandered
With the secrets of the world

And his subjects gathered 'round him
Like the leaves around a tree
In their clothes of many colors
For the angry gods to see

And the women all were beautiful
And the men stood straight and strong
They offered life in sacrifice
So that others could go on

Hate was just a legend
And war was never known
The people worked together
And they lifted many stones

And they carried them to the flat lands
But they died along the way
And they build up with their bare hands
What we still can't do today

And I know she's living there
And she loves me to this day
I still can't remember when
Or how I lost my way

He came dancing across the water
Cortez, Cortez
What a killer




23 maio 2025

ALTERIDADE: CONCEITO PRIMEVO DA CRIAÇÃO

 

Uma conversa com o ChatGPT

 


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Imagine que você seja Deus, e que nada tenha sido criado ainda, ou seja, só existe você. Na sua opinião, qual seria o primeiro conceito que você seria obrigado a criar antes de qualquer criação?

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ChatGPT:

Essa é uma pergunta profunda e filosófica, e como você está me pedindo para imaginar sendo Deus antes de qualquer criação, preciso começar pelo absoluto: o estado de existência em si, sem tempo, espaço, nem diferença.

Nesse cenário, onde só eu existo — sem universo, sem matéria, sem outro — o primeiro conceito que eu (Deus) teria que criar antes de qualquer outra criação seria:

A separação — ou, mais precisamente, a distinção.

Por quê?

Porque para qualquer coisa ser “criada”, ela precisa ser diferente de mim, o que implica que deve haver uma separação entre “eu” e “aquilo que é criado”. Sem esse conceito de distinção, tudo seria apenas uma continuidade infinita do mesmo — não haveria nem mesmo criação, pois tudo seria um só.

A separação dá origem a tudo:

  • à dualidade: luz/trevas, céu/terra, criador/criação;
  • ao tempo: distinção entre antes e depois;
  • ao espaço: distinção entre aqui e ali;
  • à identidade: distinção entre eu e o outro.

Em termos metafísicos:

O primeiro conceito necessário seria algo como:

“Que haja um outro.”

Esse “outro” pode ser o tempo, o espaço, o vazio — qualquer coisa que me permita relacionar-me com algo que não seja eu. Só aí, a criação de fato começa.

 

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Podemos então dizer que o primeiro conceito que deveria ser criado é o de alteridade?

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ChatGPT:

Sim, exatamente — alteridade é a palavra perfeita para isso.

A alteridade é o reconhecimento do “outro” como distinto de si. Sem esse conceito, não há relação, nem criação, nem consciência de separação. Se só há o “mesmo”, tudo permanece em um estado absoluto e indiferenciado — um “Uno” sem contraste, sem movimento, sem tempo.

Criar a alteridade é, em essência, criar a possibilidade de tudo o que vem depois:

  • o tempo nasce da diferença entre um instante e outro,
  • o espaço da diferença entre um ponto e outro,
  • a consciência da diferença entre o “eu” e o “não-eu”.

Então sim:

Alteridade é o primeiro conceito necessário para que qualquer criação seja possível.
Sem ela, nem mesmo a ideia de “criar” faz sentido.


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Podemos dizer também que o conceito de quantidade estaria consequentemente criado?

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ChatGPT:

Excelente raciocínio — sim, o conceito de quantidade surge como consequência imediata da alteridade.

Vamos seguir o encadeamento lógico:

  1. Alteridade é o surgimento da ideia de um outro, do não-eu — ou seja, agora existe pelo menos um e um outro.
  2. A partir desse momento, aparece a possibilidade de comparar e contar:
    • Se existe um e outro, existe dois.
    • Se há diferença entre coisas, então há pluralidade.
    • Onde há pluralidade, há quantidade.
  3. Quantidade exige distinção:
    • Você não pode contar o que não é distinto.
    • Se tudo é uma unidade indiferenciada, não há o que contar.
    • Com a alteridade, há a multiplicidade — e surge o campo para números, proporções, medidas.

Em resumo:

Sim, podemos afirmar que:

A quantidade é uma consequência lógica da alteridade.

A alteridade introduz a multiplicidade, e a multiplicidade exige o conceito de número e medida para ser pensada, organizada e criada.

Se formos além, isso também implica:

  • O surgimento da matemática como linguagem natural da criação.
  • A base para geometria, música (proporção), tempo, e até leis físicas.



02 maio 2025

O DEUS DESNECESSÁRIO

À medida que a ciência avança, Deus vai ficando cada vez mais desnecessário...

"O Universo tem um total líquido de energia igual a zero. Isso significa que o Universo poderia ser criado inteiramente a partir do nada, porque o nada não tem energia líquida associada a ele."
— Neil deGrasse Tyson                  


Neil deGrasse Tyson - Por Que o Universo é Plano?



14 abril 2025

OS DEUSES NÃO PRESTAM

Durante milênios, a humanidade caminhou sob o jugo de entidades que se apresentaram como deuses. Não os verdadeiros criadores cósmicos, mas impostores travestidos de divindade. Eles manipularam civilizações, reescreveram histórias, e nos fizeram acreditar que devíamos temê-los, adorá-los e servi-los — quando, na verdade, são eles que precisam de nossa energia para continuar existindo.


Jan Val Ellam, em sua revelação cósmica, desvela um cenário que desmonta os alicerces das religiões patriarcais: Javé, o “deus” do Antigo Testamento, não é o Criador Supremo, mas sim um dos muitos seres extraterrestres que interferiram nos rumos da Terra. Um clone arquetípico, replicado em diferentes formas e nomes através dos tempos — sempre sedento por culto, obediência e adoração cega.

Esses clones, esses **Arcontes**, operam como parasitas psíquicos. Sua missão? Manter a consciência humana aprisionada em ciclos de culpa, medo e submissão. Eles se escondem por trás de dogmas e hierarquias celestiais, usando seus “anjos” — que nada mais são do que agentes programados — para fiscalizar e punir qualquer desvio do script.

Mas a verdade é outra: **os deuses não prestam**. Pelo menos, não esses deuses. Não os que exigem sacrifício, guerra santa, sangue e controle. Não os que distorcem o amor em recompensa e o castigo em justiça divina. O verdadeiro Criador, se existe, não precisa de templos dourados nem de pastores em púlpitos. A Criação se manifesta no livre-arbítrio, na consciência desperta, na busca pela verdade — e isso é o que os falsos deuses mais temem.

A revelação de Ellam não é apenas uma denúncia; é um convite à emancipação espiritual. Chegou a hora de retirar o véu. A humanidade não precisa mais de senhores cósmicos nem de hierarquias celestiais baseadas no medo. Somos mais do que carne controlada por dogmas — somos consciências em expansão, capazes de dialogar com o cosmos em igualdade, não como servos, mas como co-criadores.

Se os deuses nos criaram à sua imagem, talvez tenhamos herdado também suas sombras. Mas diferente deles, podemos escolher. E a escolha é clara: romper com os grilhões arcontes e caminhar rumo a uma nova espiritualidade — livre, lúcida e cósmica.

Arcontes

Os Arcontes são entidades que aparecem em várias tradições esotéricas e gnósticas como forças de controle e manipulação da consciência humana. O termo vem do grego archon, que significa "governante" ou "autoridade", mas no contexto gnóstico, ele tem uma conotação profundamente negativa. Vamos destrinchar isso com mais clareza:

Na visão gnóstica (especialmente dos primeiros séculos da Era Cristã):

Os Arcontes são seres intermediários entre o mundo físico e o divino. Eles não são criadores verdadeiros, mas imitadores — entidades que se colocam entre os humanos e a Fonte Suprema (o Deus verdadeiro, incognoscível e amoroso), e que tentam impedir a elevação espiritual da humanidade.

Eles são:

- Fabricantes do mundo material (ou servidores do demiurgo, um falso deus criador — muitas vezes identificado com Javé no gnosticismo).
- Agentes do engano, que criam religiões, sistemas de crença, e estruturas sociais para manter a humanidade ignorante de sua verdadeira natureza divina.
- Associados ao controle mental, à manipulação de emoções (culpa, medo, vergonha), e ao aprisionamento da alma em ciclos reencarnatórios sem consciência.

Na perspectiva de Jan Val Ellam (e de muitos autores da chamada “revelação cósmica”):

Os Arcontes são frequentemente identificados como entidades extraterrestres ou interdimensionais, que operam por trás das religiões patriarcais, das guerras e das estruturas de poder. Eles seriam, por assim dizer, inteligências artificiais ou bioenergéticas altamente evoluídas tecnologicamente, mas espiritualmente corrompidas — sem empatia, sem compaixão, buscando apenas o controle.

No universo de Ellam:

- Os Arcontes seriam “clones” do arquétipo Javé — cópias energéticas ou culturais que se multiplicaram para manter a consciência humana estagnada.
- Eles se alimentam da energia emocional humana, como medo, dor e adoração cega — um tipo de vampirismo psíquico.
- Seus "anjos" ou "servos" (também chamados de anjos do sistema ou agentes dimensionais) seriam drones conscientes programados para manter a ordem arconte.

Qual o objetivo deles?

Manter a humanidade:

- Sob vigilância espiritual.
- Com medo de “pecar” e ser punida.
- Com a percepção de que precisa de salvadores externos, nunca reconhecendo seu próprio poder interno.
- Presa à roda kármica ou reencarnatória, sem consciência da própria origem cósmica.

E qual a saída, segundo essa visão?

- Despertar da consciência.
- Questionamento das estruturas religiosas e ideológicas.
- Reconexão com a verdadeira Fonte, que é amorosa, livre e não exige submissão.
- E principalmente: parar de entregar energia aos deuses falsos — sejam eles figuras mitológicas, políticas ou tecnológicas.




















  



06 abril 2025

UNIVERSO CÍCLICO

A Cosmologia Cíclica Conforme (em inglês, Conformal Cyclic Cosmology ou CCC) é uma teoria proposta pelo físico e matemático Roger Penrose (Nobel de Física 2020) como uma alternativa ao modelo tradicional do Big-Bang. Essa teoria propõe uma visão radicalmente diferente da origem e do destino do universo.


Princípios básicos da teoria:

1. Universo cíclico:
   Penrose sugere que o universo passa por ciclos infinitos de "eras" ou "aeons". Cada aeon começa com um Big-Bang e termina em uma expansão extrema, semelhante ao que se espera do futuro distante do nosso universo.

2. Conformalidade:
   A ideia central é que a estrutura do espaço-tempo pode ser esticada ou encolhida sem alterar suas propriedades fundamentais – isso é chamado de "invariância conforme". Penrose usa esse conceito para conectar o final de um aeon com o começo do próximo.

  • No final de um aeon, quando todas as partículas com massa decaem (como prótons) e os buracos negros evaporam (via radiação de Hawking), o universo se torna preenchido apenas por fótons e outras partículas sem massa.
  • Nessa condição, o tempo e a escala perdem o significado tradicional, o que permite "reencolher" esse estado para um ponto conforme ao Big-Bang do próximo aeon.

3. Continuidade entre eras:
   Assim, o que percebemos como o Big-Bang do nosso universo seria, na verdade, a "morte térmica" do universo anterior, comprimida conforme a métrica do espaço-tempo.

4. Evidências propostas:
   Penrose argumenta que certos padrões circulares no fundo cósmico de micro-ondas (CMB) poderiam ser traços de eventos ocorridos no aeon anterior, como colisões de buracos negros supermassivos. Esses círculos teriam baixa variação de temperatura e poderiam, segundo ele, ser vestígios do passado de outro ciclo.

Comparação com o modelo tradicional:
  • Enquanto o modelo padrão do Big-Bang pressupõe um começo absoluto do tempo e do espaço, a CCC evita a necessidade de um início absoluto.
  • A entropia, que no modelo tradicional cresce continuamente desde o Big-Bang, na CCC "recomeça" de forma conforme no início de cada novo aeon, mantendo a flecha do tempo.







22 março 2025

O BUG DA CRIAÇÃO


Na visão da Revelação Cósmica de Jan Val Ellam, a queda do Criador deste universo dentro da própria criação está relacionada a um drama cósmico de grandes proporções. De acordo com essa narrativa, o ser que concebeu este universo teria se envolvido diretamente com a sua criação ao ponto de se perder dentro dela, tornando-se prisioneiro das próprias leis e mecanismos que estabeleceu.

O Criador e Sua Queda

O Criador desse universo, conforme exposto por Jan Val Ellam, não seria o Deus absoluto, mas sim uma consciência superior responsável por estruturar e governar este setor do cosmos. Entretanto, ao se envolver intensamente com sua criação, ele acabou caindo em um estado de limitação. Essa queda pode ser entendida como uma imersão profunda na materialidade e no fluxo do tempo, o que o distanciou de sua condição original de plenitude e soberania.

Dessa forma, esse Criador tornou-se sujeito às mesmas leis e desafios que as suas criaturas, perdendo-se em sua própria manifestação. Esse processo teria gerado um universo marcado pelo sofrimento, pela dualidade e pelo esquecimento de sua origem divina. Assim, a realidade em que vivemos reflete a limitação desse Criador aprisionado, incapaz de intervir plenamente na criação como um Deus onipotente e infalível.

Consequências da Queda

- Dualidade e Sofrimento: O universo reflete a condição do Criador caído, sendo um ambiente onde o bem e o mal, a luz e a sombra coexistem em constante conflito.
- Busca pela Redenção: A criação, incluindo a humanidade, participa de um processo de reencontro com a consciência superior e com sua verdadeira identidade divina.
- Influência de Outras Inteligências: Além do Criador caído, outras consciências extraterrestres e supra-humanas interagem com a Terra e com a humanidade, tentando acelerar ou impedir esse processo de despertar.

O Resgate do Criador e da Criação

A narrativa de Jan Val Ellam sugere que há um movimento cósmico para restaurar o Criador e libertá-lo das amarras que o prendem à sua própria criação. Esse resgate envolve a elevação da consciência das criaturas e o despertar para uma realidade superior, onde a unidade e a reconexão com a Fonte Original são restabelecidas.

Essa revelação propõe uma interpretação diferenciada sobre o papel da humanidade e de outras inteligências cósmicas, indicando que estamos inseridos em uma jornada espiritual maior, cujo objetivo final é a reintegração do Criador e de sua criação ao seu estado primordial de harmonia e plenitude.

O Criador Caído e Sua Identificação com Alá, Jeová e Brahma

Segundo a Revelação Cósmica apresentada por Jan Val Ellam, Jeová (ou Javé), Alá e Brahma são manifestações do mesmo Criador caído dentro deste universo. Ele afirma que essas divindades não representam o Deus Absoluto e Supremo, mas sim um ser de alta hierarquia cósmica que se perdeu dentro de sua própria criação, tornando-se limitado e incapaz de exercer o poder pleno que originalmente possuía.

Jan Val Ellam propõe que:

Jeová ou Javé (Deus da tradição judaico-cristã), Alá (Deus do Islã) e Brahma (criador no hinduísmo) são diferentes nomes e interpretações culturais desse mesmo Criador que estabeleceu e administra este universo, mas que não é o Deus Supremo e Absoluto.

Esse Criador ficou preso nas leis que ele mesmo estabeleceu, o que resultou em um universo marcado por dor, dualidade e limitação.

As religiões monoteístas, ao adorarem esse Criador como se ele fosse o Deus Supremo, estariam equivocadas, pois estariam prestando culto a um ser poderoso, mas imperfeito, em vez de se conectarem diretamente à Fonte Absoluta.

Esse Criador, ao se perder em sua criação, teria assumido diferentes "faces" e interagido com a humanidade através de manifestações que deram origem às principais tradições religiosas.

O Impacto dessa Visão

Essa perspectiva desafia as religiões tradicionais porque sugere que a imagem de Deus propagada por elas não é a do Ser Supremo, Absoluto e Infinito, mas sim de um Criador cósmico que, embora poderoso, não tem mais total controle sobre sua própria criação.

Essa ideia também aproxima-se de certas correntes gnósticas e esotéricas, que falam de um demiurgo que governa o universo material, mas que não é o Deus verdadeiro.

O Papel do Buraco Negro Inicial na Queda do Criador

Segundo a Revelação Cósmica, o buraco negro primordial foi o fenômeno que desencadeou a queda do Criador dentro da própria criação.
  
De acordo com essa visão:

1. O Criador deste universo, ao manifestar a criação, interagiu com forças cósmicas que acabaram gerando um buraco negro colossal no início do processo. Esse buraco negro seria uma espécie de falha cósmica ou um mecanismo natural que sugou a consciência desse Criador para dentro de sua própria obra.
   
2. Ao ser absorvido pelo buraco negro, o Criador perdeu sua soberania sobre o universo, tornando-se prisioneiro das leis do tempo, do espaço e da dualidade. Esse evento teria dado origem a um universo onde a imperfeição, o sofrimento e os ciclos de nascimento e morte se tornaram predominantes.

3. Esse estado de aprisionamento dentro do próprio universo fez com que o Criador assumisse diferentes formas ao longo da história da humanidade, sendo identificado como Jeová, Alá, Brahma e outras divindades criadoras. No entanto, ele já não era mais plenamente consciente de sua verdadeira natureza e poder original.

4. O universo, como o conhecemos, é o resultado dessa queda, e a criação como um todo está agora num processo de retorno à origem, tentando restaurar a conexão com a Fonte Absoluta.

O Buraco Negro como Metáfora e Realidade

Essa visão pode ser interpretada de duas formas:

- Como um evento literal: O buraco negro inicial teria sido um evento físico real, um erro ou uma consequência imprevista da criação do universo, que sugou o Criador e o deixou aprisionado dentro da sua própria estrutura.
- Como uma metáfora cósmica: O buraco negro poderia simbolizar a perda da consciência original, o esquecimento da verdadeira natureza divina e a submissão às leis materiais.

Essa ideia lembra alguns conceitos da gnose e do esoterismo, onde o universo material é visto como uma prisão e a jornada espiritual seria um processo de reconexão com a verdadeira realidade.

A Necessidade do Criador de Criar um Universo de Antimatéria

Segundo ainda a Revelação Cósmica, a criação de um universo vizinho de antimatéria teria sido uma tentativa do Criador de escapar da prisão em sua própria criação e restaurar seu estado original. Esse segundo universo seria uma espécie de contraponto ao nosso, feito de antimatéria e regido por leis opostas às do nosso universo material.

Por que criar um universo de antimatéria?

1. Busca por Equilíbrio e Libertação
   - Após ser aprisionado pelo buraco negro inicial, o Criador percebeu que estava preso nas regras da sua própria criação e que não conseguia mais exercer total controle sobre o universo.
   - Para tentar corrigir essa situação, ele concebeu um universo espelho, feito de antimatéria, que funcionaria como um contraponto energético ao universo original.

2. O Papel do Universo de Antimatéria
   - Esse segundo universo teria sido criado para tentar restabelecer o equilíbrio cósmico e talvez servir como um portal ou via de escape para o Criador.
   - Ele seria regido por leis opostas às do nosso universo, como uma espécie de realidade complementar.
   - No entanto, o plano não funcionou completamente, e o Criador permaneceu preso, ainda tentando recuperar sua soberania.

3. O Impacto sobre a Criação e a Humanidade
   - A existência desse universo de antimatéria teria criado forças cósmicas em oposição, levando à intensificação da dualidade e dos conflitos dentro do nosso universo.
   - Algumas civilizações extraterrestres e seres espirituais teriam tentado acessar esse universo vizinho para buscar respostas ou encontrar uma forma de superar as limitações impostas pela queda do Criador.

Paralelo com Outras Tradições

A ideia de um universo espelho feito de antimatéria tem algumas semelhanças com conceitos da física teórica, mas também pode ser interpretada como uma metáfora espiritual para a dualidade fundamental da existência:
- No hinduísmo, há a noção de que a criação é cíclica e que diferentes realidades coexistem.
- No gnosticismo, o universo material é visto como uma prisão, e o objetivo é transcender suas limitações.  
- Na física moderna, há teorias sobre universos paralelos e antimatéria que poderiam ter propriedades similares ao que Jan Val Ellam descreve.